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Veja aqui: Trabalhos de
Magia segundo saberes ocultos de s.Cipriano Consulta gratuita: e-mail: prf.jorge@gmail.com Tl: 967 04 09 06 |
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Nalguns círculos
ocultistas, aquilo que é denominado de «magia
branca» é na verdade o chamado «Caminho
da mão direita»,
ao passo que aquilo
que é comummente conhecido por «magia
negra» é na verdade denominado de «Caminho
da mão esquerda».
Muitas são as
definições mais ou menos aprofundadas em termos teológicos sobre estes dois
distintos caminhos espirituais.
O «caminho da direita» geralmente suporta
as concepções espirituais de religiões como o Cristianismo,
ao passo que o «caminho da esquerda» normalmente serve
de fundamento ao pensamento teosófico
que subsiste nas doutrinas
espirituais da Bruxaria.
E no entanto, apesar
das complexas argumentações e conceitos espirituais professados nas doutrinas
do «caminho da direita»,
ou no «caminho da esquerda», as diferenças
entre ambos são tremendamente fáceis de apontar,
ao passo que tão
profundamente complexas.
Aquilo que o padre
da sua paróquia lhe dirá tanto sobre o mundo espiritual, como sobre os
infortúnios que atingem a sua vida, será um discurso fundamentado nos princípios
doutrinários do «caminho da direita». Por isso, ao aqui lê-los, facilmente
conseguirá identificar o discurso conformista, resignado e subserviente que
caracteriza o «caminho da direita».
Ao contrario, aquilo
que um Bruxo lhe responderá tanto quando aos infortúnios que atingem a sua
vida, bem como sobre o mundo espiritual, facilmente você identificará no
discurso ambicioso e libertador do «caminho da esquerda».
O «caminho da direita» professa a
resignação perante o infortúnio, alegando que a dor, a perda e o tormento são
provas ou lições que um certo Deus põem no nosso caminho para nos fazer
evoluir. Por isso, o «caminho da direita» diz-nos: «aceitai a dor. Ela é uma
bênção. Não vos preocupeis com o tormento que viveis neste mundo, pois tudo o que
é da carne é pecado. Aceitai mansamente o vosso destino, porque depois de
morrer sereis recompensados.»
O «caminho da esquerda» alega o contrario,
dizendo: «não vos resigneis perante a dor. A dor não é uma bênção, é apenas o
que é: dor. Podeis alterar o rumo dos eventos, pois a dor não constitui uma
lição, nem uma prova, nem é o objectivo de virmos a este mundo. Este mundo não
é uma passagem passiva de sofrimento sobre sofrimento, mas antes uma viagem
activa em busca da sabedoria.
A felicidade e a
realização são as metas de uma alma, e o mundo espiritual pode ajudar a
encontrar o rumo desse destino bom.
A resignação cega
não é o passaporte para o céu, mas antes a sabedoria é a chave para a
felicidade.
O que é deste mundo
não é pecado, mas sim algo para ser vivido com plenitude, ambicionando a
sabedoria que nos eleva.
Procurai os
espíritos, ambicionai a sabedoria, vivei em busca da felicidade, pois nisso não
há pecado. »
São essas mesmas
distinções que aqui se procuram esclarecer de forma sintética e sistematizada.
Observai:
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O «Caminho da direita», ( ou seja: os
princípios teológicos nos quais se centram os pilares fundamentais do pensamento de
religiões como o Cristianismo), assenta nos
seguintes 5 pressupostos: |
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I O caminho da mão
direita diz: «Aceita a tua dor de hoje, porque depois, (após a tua morte, uma
vez chegado ao céu), serás feliz». II O caminho da mão
direita alega: «A dor, a
angustia, o tormento, a pobreza, a solidão, a perda, são: - ou lições para
nos testar - ou castigos por
culpas nossas, ( karmas)» Seja como for,
para o caminho da mão direito, a dor é sempre um instrumento para alcançar
salvação III O caminho da mão
direita defende: «Tudo o que sofremos é para nos purificar. A evolução
espiritual advêm por isso do sofrimento, do tormento, da perda, de todo o mal
que passamos nesta vida» Para o caminho da
mão direita, o mal que nos atinge é por isso glorificado como fonte de
aperfeiçoamento e salvação. IV O caminho da mão
direita professa: «O mundo espiritual está separado do mundo físico. O mundo
físico e as suas expressões são
pecaminosas, ao passo que apenas a esfera celestial é virtuosa. O plano
carnal e físico são fonte de pecado.» V O caminho da mão
direita diz-nos por tudo o que foi exposto, que devemos negar a carnalidade e
reprimir os nossos desejos, para atingir a espiritualidade. A espiritualidade
é por isso atingida pela abnegação, abstinência, sofrimento e contemplação.
Diz assim o caminho da mão direito, que devemos aceitar pacifica e mansamente
o destino que nos é imposto, se desejamos a espiritualidade. |
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O «Caminho da esquerda», (ou seja: os
princípios teológicos nos quais se centram os pilares fundamentais do
pensamento de religiões como a Bruxaria),
assenta nos
seguintes 5 pressupostos: |
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I O «caminho da
esquerda» afirma que nem a dor, nem o tormento, nem a pobreza nem a solidão,
nem a perda, são instrumentos para se ser feliz numa próxima vida. Assim
questiona o «caminho da esquerda»: «Como pode alguém ser feliz no «Além», se
nunca conheceu a felicidade nesta vida ? Como pode um cego saber o que é ver,
se nunca viu? Como pode aquele que viveu e morreu de fome, saber o que é
estar saciado? O caminho da esquerda nega por isso que mal que nos atinge
possa constituir um instrumento de evolução espiritual, uma vez considera que
a felicidade, a realização e a sabedoria são
o objectivo da existência de uma alma, e o mundo espiritual deve de
servir para construir esse percurso. II O «caminho da esquerda»
defende que não devemos aceitar destinos impostos por uma deidade tirânica.
Especialmente os destinos e os
mandamentos que advêm de um Deus que disse: «não matarás», mas logo a
seguir é responsável pelos genocídios, guerras, banhos de sangue, pragas e
destruição que enviou há humanidade através dos seus anjos. O «caminho da
esquerda» afirma que o destino não esta na cega subserviência e mansa
resignação aos caprichos de um deus, mas antes que o destino está nas nossas mãos, e os espíritos podem ajudar
a construir esse destino. III O «caminho da
esquerda» alega que não devemos aceitar salvações que vem em troco da
resignação. Resignação é a melhor forma de um pastor guiar ovelhas a caminho
de um matadouro, e nós não somos ovelhas e muito menos nos devemos sentir
felizes por estar a caminho do matadouro. IV O «caminho da
esquerda» professa que evolução espiritual não advêm do tormento, nem da
perda, nem da dor, mas sim da
sabedoria. O «caminho da mão
esquerda» acredita por isso , ( ao contrario do que o seu padre da paroquia
local lhe dirá), que o infortúnio não é uma bênção de Deus, mas antes que um
infortúnio é apenas isso: um infortúnio. A bênção está em possuir sabedoria
que nos permita sair do infortúnio, viver a felicidade e conquistar a plenitude.
E os espíritos podem auxiliar nesse percurso. V O «caminho da
esquerda» revela que o mundo espiritual actua em parceria com o mundo físico.
O «caminho da
esquerda» professa assim que o mundo espiritual influencia o mundo terreno,
assim como o mundo terreno influencia o mundo espiritual. As relações entre
estes dois mundos, ( o mundo terreno e o mundo espiritual), não são por isso de oposição, ( nega-se por
isso o conceito de que o mundo terreno é pleno de pecado, ao passo que o
mundo celestial é pleno de virtude), mas antes são relações de interacção.
Tal como na natureza o elemento positivo se relaciona com o elemento negativo
e da dinâmica que dai advêm nasce movimento e vida, também o mundo espiritual
e o mundo físico se relacionam vão «beber» um ao outro, e nesta relação
reside o próprio «motor» da criação e da existência. O mundo físico
procura «beneficiar» do mundo espiritual, assim como o mundo espiritual
também procura «alimentar-se» do mundo físico. O mundo espiritual
exige evolução espiritual, mas o mundo espiritual também deseja participar
nas realizações do mundo físico. O mundo espiritual
recompensará na esfera celeste aquilo que foi alcançado na esfera terrestre
através da permuta de experiências e evoluções entre ambos os mundos. O mundo espiritual
interage como o mundo físico e vice-versa. O caminho da
esquerda advoga por isso que o mundo físico não é por isso pecaminoso, nem o
mundo espiritual é por isso uma realidade tão virtuosa como subsequentemente
punitiva da realidade física. O caminho da
esquerda crê por isso que a espiritualidade não é atingida pela abnegação,
abstinência, sofrimento, dor, infortúnio
e mera contemplação, mas antes pela
carnalidade aliada á sabedoria, bem como pela felicidade aliada á força da
evolução, assim como pela acção aliada ao contacto com os espíritos. |
Alex Sanders, e a tradição Alexandrina do
«caminho da mão esquerda»:
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Alex
Sanders nasceu a 6 Junho 1926, e foi
um dos mais reconhecidos praticantes do caminho da mão esquerda, sendo que a
ele se deve a chamada «Tradição Alexandrina.» Alex Sanders
chamava-se na verdade Orrel Alexander Carter, ( era esse o seu nome de
baptismo), e era um químico que trabalhou num laboratório em Manchester –
Inglaterra, terra que o viu nascer. Alex sanders foi iniciado nas artes da bruxaria pela sua avó. A sua avó, ( uma bruxa de vastos conhecimentos
esotéricos), treinou-o ao longo de
vários anos nas artes da magia, espiritismo e vidência. Aos 74 anos e
perto da morte, a avo de Alex Sanders ensinou-lhe os rituais dos mais
elevados níveis místicos, inclusive os poderosos processos de magia
envolvendo rituais carnais. Após a morte da
avó, durante algum tempo Alex Sanders trabalhou como curandeiro nalgumas
igreja espíritas, sob o pseudónimo de Paul Dallas. Alex Sanders
teve 2 casamentos e 4 filhos, ( 2 filhos do primeiro casamento, e 2 filhos do
segundo casamento); Ao longo da vida, Sanders vagueou entre vários trabalhos,
viveu uma vida por vezes polémica devido ao álcool e aos seus envolvimentos
sexuais. Aquando do final
do seu primeiro casamento, a sua primeira mulher retirou-lhe os 2 filhos,
proibindo Sanders de os ver. Consta que Alex Sanders lhe lançou uma maldição
que funcionou com terrível eficácia. Dizia-se que
Alex Sanders praticava adoração ao Diabo, e é tambem afirmado que fundou mais
de uma centena de Covens, e foi denominado o «Rei das Bruxas». Alex Sanders
estudou as artes mágicas de Abramelim, um mitico mago egípcio que deixou um
legado ocultista constituído por um vasto corpo de ensinamentos de magia
kabalista com os quais Sanders tomou contacto. Alex sanders
trabalhou com a sua segunda esposa, Maxine Morris, ensinando bruxaria
e percorrendo o «caminho da mão esquerda». Maxine Morris deu
2 filhos a Sanders: uma filha chamada Maya, e um filho chamado Victor. Durante muitos
anos, Alex Sanders e Maxine trabalharam a partir do seu lar na Egerton Road North, 24- Chorlton-cum-Hardy
– Manchester – Inglaterra. Diz-se que Sanders iniciou mais de 1.623 bruxas,
sendo que fundou mais de 100 Covens. Foi por isso considerado o «rei das
bruxas». Sanders realizou
diversos tipos de magia carnal e sexual, sendo que foi reconhecido com um dos
maiores autores contemporâneos de obras esotéricas. Sanders morreu
em 1988, tendo deixado o seu título de «rei das bruxas» ao seu filho Victor. Alex Sanders
possuía um vínculo com um espírito chamado «Michael», assim como com a alma
de uma bruxa que foi assassinada no sec XVII, vítima da «caça ás bruxas». Esses
vínculos espirituais foram os que guiaram parte da sua vivência e trabalhos
místicos. |
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