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rituais conforme saberes de São Cipriano.
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DEMONOGRAFIA
A palavra Demónio é de origem grega; Os demónios para os Gregos, tal como os
Génios para os Romanos, representavam forças da alma ou forças da Natureza.
Estas forças não eram necessáriamente más. Podiam mesmo ser benéficas. Na maior
parte das religiões primitivas, é assim que estes seres são entendidos: por
vezes bons, por vezes caprichosos, mas não forçosamente inimigos. Os espíritos
protectores das pessoas e lugares pertencem a esta categoria.
Nas religiões de monoteísmo evoluído, os demónios são vistos em geral como
forças do mal voluntariamente opostas a Deus e inimigas dos homens. É esta a
concepção existente na tradição cristã.
Os demónios, segundo as versões teológicas Hebraico-Cristas, são anjos, ou
seja, são espíritos ancestrais existentes desde o início dos tempos. Os anjos
são seres que derivam de Deus mas não são Deus, no entanto são possuidores de
tanto poder e conhecimento que em certas culturas terão sido confundidos com
Deuses. Os anjos não possuem corpo físico, por isso a sua descrição como seres
fisicamente belos e com grandes asas, são meras descrições
artístico-iconograficas humanas, ou seja, interpretações culturais da sua
existência numa tentativa de descreve-los, da mesma forma que Deus não possui
forma humana, no entanto foi abundantemente retratado como um velho musculado
de barbas brancas decalcado da figura de Zeus, tal como visto na iconografia
mitológica greco-romana. Os anjos são seres celestiais, feitos de energia e inteligência
celestial, pertencentes a uma dimensão espiritual ou «imaterial».Os anjos,
conforme a própria Bíblia os descreve, são espíritos.(Hebreus 1;14)
Segundo as tradições teológicas Hebraico - Cristas, os demónios são anjos
caídos que foram expulsos do terceiro céu (presença de Deus), conforme diz em
(Apocalipse 12:7-9). Lúcifer era um querubim da guarda ungido ( Ez 28) que, ao
desejar ser igual a Deus, foi lançado fora do céu. Quando porém ele foi lançado
fora do céu sobre a terra, a Bíblia nos relata que Lúcifer (que tem por nome
diabo, satanás, serpente, dragão, principe da potestade do ar, etc...) trouxe
com sua cauda um terço dos anjos de Deus (Ap 12:3). A Bíblia não cita a
quantidade de anjos caídos, mas tem um passagem que diz que o número de anjos
que adoram ao Senhor são milhares de milhares e milhões de milhares (Ap.
5:11).Os anjos caídos tornaram-se assim demónios ou anjos negros, habitando na
realidade terrestres, para onde foram exilados.Os anjos caídos ou demónios,
foram assim condenados a um exílio das realidades celestes, não podendo para
elas regressar. Perdendo a sua categoria celeste, privados do contacto com a
realidade espiritual, eles ficaram presos á realidade terrestre, sendo por isso
espíritos desencarnados com extremo poder e incalculável sabedoria, pois eles
existem desde o inicio dos tempos e são eternos. Neste seu exílio, privados que
estão do contacto com as esferas celestes, eles passaram assim a viver junto
dos humanos, alimentando-se das suas energias, motivo pelo qual eles fomentam
certo tipo de actos. Eles fomentam-nos pois alimentam-se deles.Eles encontram
na espiritualidade da alma humana, uma fonte de poder inesgotável. Por isso,
segundo as teses que defendem esta visão, dizer que o demónio é um ser do mal
não é totalmente correcto. Correcto seria dizer que o demónio é um ser que se
alimenta dos sentimentos e energias espirituais da alma de um ser humano.
Segundo as versões mitológicas grego-romanas dos demónios, se as energias de
uma alma humana forem boas, o demónio alimentar-se-á delas e fomentará a sua
existência. Se forem más, ele alimentar-se-á delas e fomentará a sua
existência.Nessa versão mitológica, a relação com um demónio é por isso aquilo
que o humano for: se for fundamentada no bem resultará em fins positivos, se
fundamentada no mal, resultará em fins negativos.
Segundo a tradição judaico-cristã, o Anjo é uma criatura celestial - que, na
generalidade, a maioria dos crentes das religiões fundadas na revelação bíblica
acredita ser superior aos homens - que serve como ajudante ou mensageiro de
Deus. Na iconografia comum, os anjos geralmente têm asas brancas de pássaro e
uma auréola. São donos de uma beleza delicada e de um forte brilho, por serem
constituídos de energia, e por vezes são representados como uma criança, por
terem inocência e virtude. Possuem influência sobre todo o plano orgânico, (
plano dos organismos e seres vivos), e elemental, (plano dos elementos e forças
da natureza ), sendo assim eles têm como uma de suas missões, ajudar a
humanidade em seu processo de evolução.
A palavra anjo deriva do latim, angelu, e do grego, ángelos , com o significado
de mensageiro.
De acordo com diversas fontes, existem nove grandes coros (ou cargos), grupos
de anjos que ficam ao redor de Deus. Estes nove são divididos em grupos de
três, as tríades. Os anjos da primeira tríade se comunicam directamente com
Deus, depois passam seu conhecimento para a segunda tríade, que trata de passar
para a terceira, chegando assim ao ser humano.
Segundo a Tradição Católica, são citados apenas três Arcanjos dos quais se
saberia o nome: São Miguel (Quem como Deus), São Rafael (Deus Cura), e São
Gabriel. Os nomes dos demais anjos, ou seriam invenção do povo, bem ou mal
intencionado, ( segundo a Igreja Crista), ou acredita-se que sejam extraídos
por metodologias kabalisticas, pois a própria Bíblia diz que cada anjo tem
consigo parte do nome de Deus, sendo que foi a partir do nome de Deus que se
revelaram os nomes dos anjos e consequentemente dos demonios.
È também afirmado que os Anjos não possuem maneiras de conhecer o futuro,
possuindo sim uma inteligência muito mais desenvolvida que a nossa, podendo
"prever" eventos que poderão acontecer, visto que conhecem com
precisão todas as regras da fisica, das várias realidades dimensionais , dos
metabolismos temporais, etc…. e podem-se mesmo deslocar nestas realidades com
facilidade. Tal tese aplica-se também aos demónios, que não passam de anjos
caídos neste mundo e realidade terrena.
Ainda segundo a Igreja, ao actuarem junto a uma pessoa ou objecto, por não
possuírem um corpo físico (a imagem de um anjo como uma pessoa com asas é mera
representação artística) , o Anjo se torna um com ele.
No Judaísmo, segundo Talmud e Midrash, há 3 classes de demónios: espíritos
impuros, diabos e os «lilin». Os primeiros são espíritos malignos desencarnados
que vagueiam pelo nosso mundo terreno, e que não possuem forma ou corpo; Os
segundos são espíritos diabólicos que podem assumir forma humana; os terceiros
são podem assumir forma humana, mas possuindo asas. Estes últimos são espíritos
da noite, terríveis espíritos, poderosos, que se alimentam de almas humanas
actuando tal como vampiros. Eram os mais temidos demónios pelos Hebreus. Esta
tese teológica defende também que todas essas 3 classes de seres tem origem em
Adão, que depois de ter cometido um grave pecado, separou-se de Eva por 130
anos, período de tempo em que andou errante pela terra. Foi pois nesse período
de tormenta e expiação que Adão através de desejos impuros encheu a terra de
espíritos, maus, demónios e lilin. Nesta visão defende-se que os demónios são
meio-humanos.
Nalguma demonologia hebraica, os demónios não são considerados maus ou
satânicos, leia-se satânico como aquele que é opositor a Deus. Até mesmo
Asmodai, o líder de todos os demónios segundo certas versões aramaicas, matou 7
noivos de Sara antes da consumação matrimonial, mas fe-lo não enquanto um
demónio Satânico – leia-se satânico aquele que é um espírito de rebeldia contra
Deus- mas antes enquanto um ser que é a personificação das forças da luxúria e
morte. E um ser desta natureza é levado a locais onde essas energias existem,
para as gerar e consumar.
Há também entre algumas teses cabalísticas que definem os demonios , tal como
certas versoes populares hebraicas, enquanto espíritos dos mortos vagueando
eternamente por este mundo, tanto na forma de espectros como de vampiros.
Nas versões teológicas de natureza cabalística, a demoniologia existe por
oposição á anjologia, sendo que não é possível conceber a criação de Deus sem
calor por oposição ao frio, sem trevas por oposição á luz, sem demónios por
oposição a anjos, pois toda a criação de Deus foi feita a pares e é regida pela
dialéctica dos opostos.
Há uma velha expressão teológica hebraica que diz:
Pois ficar nos chifres do touro é dificil, e apenas quem tem a força e o saber para
o fazer, assim o pode fazer e extrair daí os proventos desejados.Segundo as
versoes Hebraicas, Salomão recebeu conhecimentos magicos e esotericos que lhe
permitiram estar «nos chifres do touro» e «domar a fera», de forma a obter do
poder da fera aquilo que mais desejava.
Muitas das vezes os demónios são chamados de Satã, que na verdade, alguns dizem
ser um titulo e não propriamente um nome, enquanto que outros dizem que esse é
o nome do rei dos demónios, pelo que acaba sendo aplicado aos demónios em geral.
Quando falamos de demónios, temos também de falar dos Génios, pois estes foram
atentamente estudados na cultura Romana, assim como na mitologia Árabe
pré-islamica e mesmo no Islão.Nessas culturas e mitologias, um jinn (também
"djinn" ou "djin") é um membro dos jinni (or
"djinni"), uma raça de criaturas espirituais.
Para os Romanos, os genius, (latim), eram uma espécie de espírito guardião ou
tutelar do qual se pensava serem designados para cada pessoa aquando do seu
nascimento. Os génios também possuíam poderosa influencia nos elemental, ou
seja, nos elementos constituintes desta realidade terrestre.
Para a mitologia Àrabe , os jinni foram criados dois mil anos antes da feitura
de Adão e eram possuidores de elevada posição no paraíso, quase equiparados aos
anjos, embora formalemente, escala da hierarquia celeste, estivessem um degrau
baixo dos anjos. È dito que os jinni não seriam seres meramente espirituais,
pois seriam fisicamente são feitos de ar e fogo. Depois do acto de criação de
Adão, crê-se que os jinni , sob a liderança do seu orgulhoso líder Iblis,
recusaram curvar-se perante a nova criatura, uma criatura aos olhos deles
inferior em todos os aspectos. Pelo seu acto de desobediência a Deus , os jinni
foram expulsos do paraíso, tornando-se entidades perversas e malignas. Iblis,
que foi atirado com eles na Terra, tornou-se o equivalente ao Satanás
Hebraico-Cristão. Sendo feitos de fogo ou ar , diz que os jinni podem residir
invisivelmente no ar, no fogo, sob a terra e em praticamente qualquer objecto
inanimado concebível: pedras, lamparinas, garrafas vazias, árvores, ruínas etc.
Na hierarquia sobrenatural, considera-se que os jinni, estão um degrau abaixo
dos demónios. Ao contrário dessses, os jinni possuem todas as necessidades
físicas dos humanos, podendo até mesmo serem mortos, o que so por si os limita
face aos demónios que são imortais. No entanto, os jinni sao livres de
quaisquer restrições físicas tal como os demais seres espirituais, demónios
incluído.
Nem todos os jinni são malignos. De alguns diz-se que possuem uma disposição
favorável em relação à humanidade, ajudando-a quando precisa de ajuda, ou mais
provavelmente, quando isto é conveniente para os interesses do jinn. Diz-se
contudo nas ancestrais tradições magicas Árabes, que aquele que possuir os
necessários conhecimentos para lidar com os jinni, pode utilizá-los em proveito
próprio, embora tal de tivesse sempe revelado bastante difícil e perigoso.
Os Muçulmanos acreditavam que os Jinni eram criaturas com livre arbítrio. Como
já foi sublinhado, no Islão, acreditava-se que Satan era um Jinni e não um
anjo. Aliás, os jinni eram uma realidade religiosa tão aceite, que no Al-Quran
esta mencionado que Mohamet foi enviado como profeta para ambos humanidade e
jinni. Para a crença muçulmana, os jinni , tem vidas muito parecidas com a dos
humanos: eles comem, eles casam, eles morrem, etc. Eles são seres invisíveis
aos humanos, mas podem ver os humanos ou entrar em contacto com eles. A
aparente ideia de imortalidade destes seres, ( aos olhos dos comuns mortais),
vem do facto de eles viverem muito mais tempo que os humanos, o que lhes dá uma
aparência de imortalidade.
Os Jinni são seres muito parecidos aos humanos, possuindo a habilidade de serem
bons ou maus. Eles contudo, geralmente, tem um ponto em comum: são maliciosos,
devido ao sentimento generalizado que reina entre os Jinni, de que o seu lugar
na Criação foi-lhes foram usurpado pelos humanos.
A noção de Satã no Islão diverge por isso da versão Crista. No Islão existe
Shaytan, uma entidade análoga ao Satã cristão. Contudo, a visão islâmica sobre
Shaytan é mais proxima das noçoes teologicas judaicas que com as noções
cristas.
No Islão, Allah criou tudo em pares. O calor com o frio, as trevas com a
escuridão, a morte com a vida, o positivo com o negativo. «ad infinitum». O par
correspondente á raça humana, é o seu oposto, os Jinni. Ambos os seres foram
criados com inteligência e livre – arbítrio, sendo contudo que os humanos foram
criados a partir da terra/barro, e os Jinni a partir do ar/fogo. O Qu’ran
diz-nos que os Jinni foram criados muito, muito antes que os humanos. Iblis era
um Jinni que era supostamente muito bom, muito virtuoso, e um devoto servo de
Allah. Ele alcançou um elevado status nas esferas celestiais, e foi elevado a
um condição próxima dos anjos. Mas Allah conhecia bem Iblis e as suas
intenções. Segundo a teologia Islâmica, os anjos não tem «livre – vontade»,
pelo que apenas podem obedecer á palavra de Deus e não cometem pecado, pois não
sabem como cometer pecado. Eles estão ao total serviço da vontade de Deus e
é-lhes impossivel desobedecer a Allah , pelo que esta fora das suas
possibilidades sequer pensar em cometer o pecado, quanto mais comete-lo. Allah
criou então os humanos, e ordenou aos anjos que se prostrassem a Adão e aos
seus. Os anjos fizeram-no, contudo Iblis recusou obedecer a uma ordem directa
de Deus. Iblis era orgulhoso e considerava-se superior a Adão, uma vez que ele
era feito de barro e ele era feito de fogo. Pelo acto de desobediência, Allah
amaldiçoou-o ao lago de fogo por toda a eternidade. Contudo, Satã obteve
autorização de Deus para desviar almas humanas.
Neste aspecto, a visão Islâmica e Judaica coincidem perfeitamente, pois ambas
defendem que Satã é basicamente o adversário de Deus, e que, apenas possui, o
poder da influencia, o poder do murmúrio, o poder da sugestão. No fundo, é o
mal dentro de cada um de nós que acaba ouvindo e anuindo á sugestão de Satã, o
bem dentro de cada um de nos que nos faz resistir á tentação. O mal vem do ser
humano, e não de Satã.
Segundo esta versao, foi Iblis que tentou Adão a comer da arvore proibida.
Allah expulsou assim Adão e Eva do paraíso, e também Iblis. Todos vieram para a
terra, com grande inimizade entre si. Humanos e Jinni doravante partilharam
esta desconfortável inimizade.
Para que os humanos se protegessem dos jinni, os Muçulmanos diziam a frase: «
Bismillahi! Allahumma inna 'audhu bika minal khubthi wal khabaa'ith»
Algumas versões dizem que o bisneto de Iblis, converteu-se ao Islamismo durante
o tempo de Muhammad, portanto ele seria um ser com centenas de anos.
De acordo com alguns teólogos Islâmicos, o Qur’na declara expressamente que
Satan não era um anjo, ( ao contrário do que defende o Cristianismo), mas antes
um jinni a quem foi dado uma grande honra e posto igual ou superior aos
próprios anjos.
A demonomancia é a artes de saber o passado, o presente e futuro com recurso á
invocação de demónios.
A demonografia é um tratado sobre a natureza e a influencia dos demónios na
realidade terrena ou na vida humana.
Ver também:
Demónios,
demonologia – Dicionário demónios
Sobre exorcismos e a prova da existência
de espíritos
Os 6 dons das trevas, e as 5 formas de Magia Negra
9 dons espirituais
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