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rituais conforme saberes de São Cipriano. |
Fontes
teológicas hebraicas e
origem
da Kabalah
Segundo
a astrologia na perspectiva de
alguns cabalistas, os astros são formas de manifestação,
ou de
deus e da vontade divina,
ou da
natureza e das suas energias, ou das forças espirituais e das suas leis,
no
nosso mundo terreno e nas nossas vidas.
Assim
está escrito:
Deus disse:« Que existam luzeiros no firmamento do céu,
para separar o dia da noite e para marcar festas, dias e anos;
e sirvam os luzeiros no firmamento do céu para iluminar a terra»
Génesis 1, 14-15
Assim
interpretam os seguidores da Astrologia
Kabalista, que Deus criou os astros com duas funções declaradas:
I
uma
função natural: que é aquela que a
astronomia estuda e que
nos
revela os calendários segundos os quais a nossa vida é regida;
II
uma
função espiritual: que é aquela que a astrologia kabalista estuda,
e por
via da qual a Luz e força que emana de
Deus
ilumina a terra e as nossas
vidas, guiando-nos através das trevas .
Existem
4 ramos da Cabalah:
|
Cabala pratica |
Debruça-se sobre a esfera das operações magicas e
dos rituais esotéricos |
|
Cabala
dogmática |
Debruça-se
sobre o estudo do próprio sistema cabalístico |
|
Cabala
literal |
Ramo
da cabala que estuda os valores numerológicos das palavras |
|
Cabala
oral |
Ramo
da cabala que se ocupa do estudo da arvora da vida e as suas «esferas» |
A teosofia
fundamentada na Kabalah e concretizada através de Gematria, permite desvendar
os segredos das Leis espirituais e do mundo espiritual, assim como obter
revelações proféticas.
No entanto, para quem pretende
entender os fundamentos ontológicos e etiológicos destas ancestrais ciências
místicas, convêm que conheça os pilares teológicos que sustentam a sua
existência.
Por isso mesmo, esclarecem-se
aqui as fontes fundamentais do saber teológico hebraico.
Os conhecimentos religioso e
místicos hebraicos, advêm de 5 grandes fontes:
* Tora
* Talmud
* Midrash
* Kabalah
* Zoahr
Os fundamentais conhecimentos
religiosos hebraicos, advêm de duas fontes fundamentais:
uma fonte de tradição escrita, e outra de tradição oral.
A fonte de tradição escrita é
a Tora, e a de fonte oral é o Talmude.
A Tora, é constituída pelos cinco primeiros livros da Bíblia, aquilo
a que os cristãos denominam de Pentateuco. Nesses cinco livros reside o texto
central do Judaísmo. A Tora, segundo descrito pelos hebraicos, é formada pelos
seguintes livros:
*
בראשית, Bereshit
- No princípio , ou Génesis
*
שמות, Shemot
- Os nomes , ou Êxodo
*
ויקרא, Vaicrá
- E chamou , ou Levítico
*
במדבר, Bamidbar-
No ermo , ou Números
* דברים, Devarim
- Palavras , ou Deuteronómio
Se a Tora concerne á tradição
escrita por via da qual os ensinamentos espirituais foram facultados aos
hebreus, por outro lado o Talmud
respeita á tradição oral por via do qual esses mesmos conhecimentos foram
transmitidos ao Homem, e passados de geração em geração.
Segundo os saberes místicos
hebraicos, as leis de Deus foram reveladas a Moisés não apenas por via escrita
(a Tora), mas também através de um conjunto de conhecimentos transmitidos
oralmente, e que devem de ser igualmente transmitidos pela via da oralidade de
pai para filho, de mestre para discípulo.
O Talmud acabou sendo uma obra que compila discussões, comentários,
tradições, lendas, histórias, saberes religiosos e místicos hebraicos
acumulados ao longo dos tempos, por via desta tradição oral.
O Talmud assistiu á sua elaboração e compilação desde o Sec. I ao V
d.C.
Para além da Tora e do Talmud,
alguns dos saberes místicos e teológicos hebraicos fundamentais, podem também
ser encontrados no Midrash.
Essa é uma obra que consiste
numa narrativa que se formou, também ela, com fundamento na tradição oral
(Talmud), que foi sendo criada a partir do Sec. I d.C. e que acabou assistindo
á sua primeira compilação escrita por volta de 500 d.C., no livro Midrash
Rabbah.
O Midrash, é etimologicamente composto
por dois termos hebraicos: "Mi" que significa
"quem" e "Darash" que significa "pergunta".
Significa por isso: «quem pergunta», ou «aquele que pergunta», revelando o
próprio nome que se trata de um processo de investigação e procura de
sabedoria.
O Midrash foi sendo
aprofundado no seio das sinagogas, com a finalidade de adequar as escrituras á
vivência prática (familiar, social, etc), das comunidades Judaicas, por vezes
ao longo de momentos históricos difíceis.
O Midrash foi sendo desenvolvido com o
objectivo de fazer uma investigação e interpretação mais aprofundada das
Escrituras, tentando mesmo formular uma união entre a tradição oral e a
tradição escrita.
O Midrash comporta uma série de «Midrashim»
(plural de Midrash, significando que são uma série de textos «Midrashicos»),
que foram agrupados no Sec. V, sendo essa complicação denominada por
Midrash Rabbah. Cada texto (Midrashim), é uma visão interpretativa relativa á
escritura sobre a qual se debruça.
Outra das fontes de
conhecimentos místicos, esotéricos e mitológicos do saber teológico hebraico, é
a Kabalah.
A Kabalah consiste num sistema religioso e filosófico, no qual se
acredita que as Escrituras contêm um conjunto de segredos espirituais ocultos,
ao qual apenas conseguem aceder aqueles possuidores de determinados métodos que
são a «chave» que permite decifrar e aceder a esses saberes.
A Kabalah afirma deter esses métodos, sendo que esses consistem em
processos numerológicos.
A kabalah ensina que cada letra, cada palavra, cada número e cada
passagem das Escrituras, encerram significados e sentidos ocultos, que uma vez
desvendados, permitem aceder a preciosos saberes espirituais.
A Kabalah é a vertente mística do Judaísmo, sendo que uma das suas
obras fundamentais é o texto «Sefer Yetzirah» (Livro da Luz), que consta ser
anterior ao Sec. XIII, embora existam outras obras que se acreditam serem
anteriores ao Sec. VI.
Por ultimo, falamos brevemente
do Zohar.
O Zohar, é um dos mais relevantes trabalhos que emanam da Kabalah, é
uma das obras mais relevantes do misticismo hebraico.
O Zohar não é propriamente um livro, mas tal como a bíblia, é antes
um conjunto de livros. Neles, muitos saberes místicos sobre a origem do mundo e
da humanidade, sobre Deus, sobre as almas e a espiritualidade, etc. são
revelados.
O Zohar debruça-se sobre a Tora, proferindo sobre os cinco textos (em
Aramaico e Hebraico), comentários místicos.
Alega-se que o Zohar terá aparecido em Espanha por
volta do Sec. XIII, contudo sendo-lhe atribuída a autoria a um rabino do Sec.
II.
Veja também:
Astrologia:
astros, signos, Zodíaco, horóscopos
Profecias na Historia da Humanidade
Directório de
Astrologia, Astrologos
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