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Trabalhos de Magia segundo saberes ocultos de s.Cipriano

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MAGIA BRANCA ou MAGIA NEGRA?




Magia negra.Magia branca.Magia.




Desde sempre a magia tem sido objecto de inúmeras interpretações, explicações e definições, por vezes contraditórias.

A igreja, considera a magia como a arte de produzir fenómenos sobrenaturais com a ajuda de demónios, ou seja, no fundo reduz toda a magia a magia negra.

Por outro lado, antigos pensadores e estudiosos escolásticos, entendiam a magia como uma moeda de duas faces. Numa das faces estava a magia praticada unicamente com a finalidade de fazer o bem ao próximo. A essa se chama magia branca. Essa magia, para ser praticada de verdade, deveria ser feita com pureza, altruísmo, desinteresse e amor ao semelhante. Deve por isso ser realizada com sentimentos de bondade, consciência e abnegação. Do outro lado da moeda, defendiam eles existir a magia praticada para fazer o mal, executada a partir de um repugnante conjunto de praticas, e celebrada com o objectivo de realizar vinganças cruéis, de lançar maldições, e outros fins análogos. A essa magia, chamavam-lhe magia negra, sendo que ao longo dos tempos recebeu outros títulos, nomeadamente goécia, quimbanda, etc….

 

Outros pensamentos e estudos, como os descritos na obra «De Occultá Philosophia”, de Agripa, o «Magister doctissimus», consideram a Magia como a mais alta expressão de sabedoria, como a materialização dos mais elevados conhecimentos filosóficos e espirituais.

Pois a magia não é mais que a invocação de forças espirituais com a finalidade produzir determinado tipo de efeitos no mundo físico.

Se se trata de invocar espíritos celestiais, chama-se-lhe magia branca; se se trata de invocar espíritos terrenais, chama-se-lhe magia negra.

Engana-se quem pensa que só a magia negra serve para fazer o mal, pois a magia branca, através da invocação de espíritos celestiais que habitam na luz de deus, também pode servir para causar uma maldição na vida de outra pessoa, desde que se saiba como proceder.

Inúmeros exemplos disso podemos ver na Bíblia, onde invocações a anjos foram feitas com a finalidade de dizimar cidades, ou de destruir exércitos, ou de aniquilar milhares de pessoas.

Mais exemplo disso, vemos quando invocações são feitas a Deus, para que Deus envie espíritos maus para junto de inimigos.

Mais exemplo encontramos disso, quando através de invocações aos espíritos de luz de Deus, ou mesmo ao espírito de Deus, Moisés lança devastadoras pragas sobre o Egipto.

Mais exemplos disso vemos quando os reis Hebreus, por mais que uma vez conjuraram espíritos de Deus, para dizimar pessoas ou amaldiçoar outros reinos.

Se é verdade que a bíblia condena com severidade certas praticas magicas, no entanto também é verdade que magos foram Balaao, Moisés, Daniel, Samuel, e outros tantos personagens bíblicos, que usaram invocações aos espíritos divinos para realizar os fins desejados, que fizeram profecias, que conjuraram espíritos, que tiveram visões, que estudaram os mistérios esotéricos ocultos nos sagrados textos, que lançaram bênçãos e maldições, entre tantos outros actos de pura magia branca.
Se é verdade que a Bíblia condena severamente as artes divinatórias como a astrologia ou a necromancia, no entanto também é verdade que a mesma recomenda avidamente o exercício da profecia, assim como estipula o lançamento de sortes, ou as inovações espirituais a espíritos de Luz, ou o uso divinatório de varas, entre outros tantos métodos mágicos, como legitimas formas de praticas espirituais poderosíssimas.

E se é verdade que a Bíblia condena o contacto com espíritos fora da esfera divina, no entanto ela também estipula as formas e regras dentro das quais essa pratica pode ser realizada.

Como podemos concluir, a magia branca pode ser usada para fins destruidores, objectivos devastadores e fins poderosos.

Por isso, as fronteiras desta definição entre magia branca e magia negra, não se encontram na finalidade de um feitiço, ( fazer o bem ou mal), mas antes a quem o feitiço é encomendado, ou seja, a espíritos celestiais, ou a espíritos terrenais.

Mas se isto é verdade, desengane-se quem pensa que trabalhos como amarrações podem ser feitos por magia branca, pois nem Deus, nem os Seus anjos, andam por aí amarrando pessoas a troco de dinheiros.

Mas se isso é a pura verdade, desengane-se também quem pensa que a magia branca não pode ser fonte de poderosíssimas feitiçarias contra alguém.

 

 

 

 

 

Gravura antiga com retratos de grandes magos e místicos na historia da humanidade

 

Magia e Cabalah

 

De acordo com o misticismo hebraico, as «Sephirot» da «arvore da vida» estudada pela ciência Cabalista,

representam as varias forças e energias espirituais que existem,

e que actuam tanto sobre toda a existência, ( seja a nivel do mundo espiritual, como do universo fisico),

como tambem sobre as nossas vidas.

 

São forças espirituais invisíveis, e são leis do mundo espiritual, leis intangíveis e no entanto,

a sua existência é atestável através dos processos matemático – numerológicos

das ciências místicas hebraicas.

No grande esquema da «Arvore da Vida», o pilar esquerdo da arvore, formado por Hod (Mercúrio), Gevurah (Marte), e Binah (Saturno), é gerador de trevas, ao passo que o pilar direito da arvore da vida constituído por Netzach (Vénus), Hesed ( Júpiter) e Chokmah (Urano), configura a fonte de luz.

Os processos mágicos de magia negra devem por isso ser canalizados á esfera espiritual de Yesod, com a finalidade de captar as influencias espirituais do pilar esquerdo da arvora da vida, ao passo que os processos mágicos de magia branca devem ser canalizados a Yesod, com o objectivo de captar as energias espirituais do pilar direito da arvore da vida.

O pilar central da arvora da vida, constituído por Malkut (Terra), Yesod (Lua), Tiphareth (Sol), Daath (Plutão) e Kether ( Neptuno),  tanto pode ser usado como meio de canalização de processos de  comunicação com as esferas celestiais, ( e logo com Deus), assim como veiculo de realização de tarefas magicas cuja a natureza seja complexa e importe por isso tanto influencias do pilar esquerdo como direito.

São estas as forças espirituais que são usadas para a realização de magia negra, ou branca,

sendo que curiosamente todas elas emanam de Deus.

 

 

 

 

 

Segundo os antigos manuscritos de São Cipriano, as velhas artes magicas perderam-se nos tempos.
Na Europa, a magia evoluiu para aquilo que hoje é o conhecimento científico, um conhecimento focado exclusivamente sobre a matéria e o mundo físico.

Ao fim de tantos milénios, o mundo ocidental perdeu memória de tais poderosos conhecimentos místicos.
O que se pratica actualmente no Ocidente como artes magicas, é uma pálida sombra do glorioso brilho da verdadeira sabedoria mística ancestral, são fracos rituais que pouco mais fazem que apenas invocar espíritos inferiores, e que por vezes não fazem nada.
Ironicamente, ao fim de milénios, as ancestrais sabedorias mágicas voltaram a permanecer não muito longe do seu berço inicial, com os verdadeiros conhecimentos esotéricos acabando perdidos em Africa, no Egipto e todas as suas áreas geo-culturais circundantes.

Com esses, os Africanos, os Hindus, os Hebraicos, etc… repousa o privilegio dos verdadeiros conhecimentos mágicos.

Veja também:

 

Uniões no amor através de magia branca

Magia Branca, as regras para sua execução

Profetas, magos e milagres

Profecias na Historia da humanidade

Missas Brancas, Magia Branca

Teomancia, Gematria

Origens da Cabalah

Astrologia

Astrologia Cabalística

Signos, Zodíaco



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