Igreja e mosteiro Interconfessional

ulc-logo
Recomende, partilhe e vote nesta matéria

Igreja e mosteiro Interconfessional

 

Sobre a Igreja Interconfessional e a congregação dos Santos

ulc-logo

A Igreja Interconfessional foi fundada no seculo passado, e encontra-se legalmente institucionalizada nos Estados Unidos, (em Washington e Califórnia), tendo também congregações em Inglaterra, Canadá e Austrália. A Igreja Interconfessional tem presentemente mais de 20 milhões de fiéis e seguidores em todo o mundo, levando aos quatro continentes missionários e sacerdotes ordenados na sua missão de espalhar a obra da fé.

Nos Estados Unidos somos uma igreja legalizada e juridicamente reconhecida, estando todos os nossos sacerdotes e ministros de culto habilitados para oficiar – com força de lei – todos os sacramentos de batismo, de casamento, de ritos funerários, e demais actos sacramentais, legais e oficiais.

Em Portugal – ao abrigo do art. 8º e demais da Lei n.º 16/2001, de 22 de Junho, (lei de liberdade religiosa), assim como do disposto no art 45º e 46º do CC – professamos a nossa fé, e exercemos o nosso culto e demais ofícios religiosos.

Em Portugal constituímos a congregação dos santos, ( á qual pertence o Altar de são Cipriano), sendo que a congregação é uma associação de natureza religiosa e informal – sem personalidade jurídica – de pessoas que unindo-se em torno da fé e princípios religiosos comuns, decidiram em comum praticar a sua fé e exercer o oficio de voluntários e missionários desta nossa crença comum na Igreja Interconfessional. Os sacerdotes da congregação dos santos são por isso sacerdotes ordenados pela Igreja e Mosteiro Interconfessional, e a nossa congregação religiosa online possui mais de 1.000 fieis e seguidores.

Sobre a Igreja Interconfessional e a tolerância religiosa

A Igreja Interconfessional tem o seu pilar doutrinário fundamental na tolerância, convivência e diálogo religioso.

Assim o professamos pois já nas Sagradas Escrituras, assim se pode ler na Evangelho de Marcos:

João disse a Jesus:

«Mestre, vimos um homem que expulsa demónios em teu nome. Mas nós proibimos-lhe, porque ele não nos segue.

Jesus disse:

«Não lho proibais, pois ninguém vai fazer um milagre em meu nome, e depois vai dizer mal de Mim. Quem não está contra nós, está a nosso favor. Eu vos garanto: quem vos der um copo de água porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.»

Evangelho de Marcos 9,38-40

Assim sendo, eis que desta sabedoria de Cristo retiramos o seguinte ensinamento:

ulc-church1

Assim quis Jesus dizer: «se alguém faz o trabalho Cristo então aceitai-o, mesmo que ele seja de outra Igreja, pois ninguém que está a fazer o trabalho de Cristo está a fazer coisa diferente de Cristo, e por isso esse é de Cristo»

Da mesma forma, também cremos:

Se alguém faz o trabalho do espírito e da fé para aliviar e auxiliar ao seu semelhante, então aceitai-o mesmo que ele seja de outra igreja diferente, pois que ninguém que está a fazer o bom trabalho da fé por bem é coisa diferente do que é bom, e por isso esse também é bom homem de fé»

Assim sendo:

É neste princípio basilar que fundamentamos a nossa crença, ou seja:

na paz entre todas as fés, na tolerância em todas as fés, na aceitação fraterna de todas as fés, desde que sejam por bem e para o bem do Homem e da natureza, que são as grandes obras de Deus.

Por isso mesmo somos uma igreja interconfessional em que aceitamos pessoas de todas as fés, desde o católico-romano, ao batista, ao adventista, ao protestante, ao luterano, ou calvinista, ao judeu, ao budista, ao xintoísta, ao Wicca, ao hinduísta, pois que assim cremos: somos todos filhos do mesmo Deus, e filhos do mesmo Universo.

Por isso, o nosso lema é: «fazei o que vos fizer felizes, desde que a ninguém prejudiqueis, e na obra da fé edifiqueis

Quem assim partilha desta noção espiritual, encontrou no mosteiro interconfessional um espaço de fé e liberdade religiosa.

Paz e Luz.

 

Sobre a ordenação sacerdotal no mosteiro interconfessional

ulc-logo3

O sacramento de ordenação sacerdotal é um dos sete sacramentos sagrados da fé cristã, tal como o sacramento do batismo, da eucaristia, do matrimónio, etc. Porem, na Igreja interconfessional temos doutrina sobre o sacramento sacerdotal que diverge nos cânones ortodoxos da Catolicismo Romano.

Na igreja interconfessional, a noção de ordenação sacerdotal traduz-se na seguinte premissa:

Não acreditamos que a ordenação sacerdotal seja feita de um homem sobre outro homem, mas sim acreditamos que quem ordena o homem sacerdote é Deus, e apenas Deus.

Ou seja:

cremos que o sacerdócio é uma vocação e um chamamento que se faz sentir no coração e na alma de todo daquele que é por Deus chamado a servir a Deus e ao espírito, e que no seu espirito sentiu esse chamamento espiritual.

Por isso:

não cremos que para ser sacerdote seja necessário frequentar seminários católico-privados pagos a peso de ouro, pois que o sacramento do sacerdócio é como todo o sacramento de Deus, isto é:

é um sacramento do espírito que espontaneamente vem do espirito a quem o espirito escolhe, e o espirito não escolhe conforme diplomas nem seminários, mas sim o espirito age e move-se sempre conforme os seus mistérios, porque o espirito é sempre misterioso e insondável.

Não acreditamos por isso que seja necessário pagar 100 ou 150 mil euros um seminário, para que depois – a troco de dinheiro –  um bispo algures assine um papel a declarar que alguém é sacerdote de Deus. Ao contrário, cremos que o sacerdócio é um chamamento que vem de Deus, e como todos os dons e chamamentos de Deus, esses são prodígios do espírito sentidos na alma, e gratuitos.

Pois por isso:

Não foi necessário um Bispo nem rios de dinheiro para Moisés subir á montanha sagrada de Sinai quando sentiu o chamamento de Deus no seu coração, e ali ter tido a visão de um espírito de Deus falar-lhe. Foi um acto pessoal e de fé entre Moisés e Deus, foi uma visão mística e um acto de encontro espiritual com uma realidade espiritual.

Da mesma forma: não foi necessária autorização de um Bispo nem licenciaturas de milhares de euros lecionadas num seminário para que Nossa Senhora chamasse três humildes pastorinhos a presenciarem a sua celestial manifestação em Fátima. Ao contrário, tratou-se de uma visão a que os humildes pastorinhos foram chamados a receber e testemunhar nos seus corações e através da íntima fonte que era a sua fé, ou seja: ensina o milagre da visão dos pastorinhos, que a manifestação do divino é fruto de um chamamento místico intimo e pessoal, que se manifesta no coração de todo aquele em quem o espirito se quiser manifestar. Trata-se por isso – e sempre – de um fenómeno íntimo, pessoal e espiritual de relacionamento do divino com o homem, e não fruto de «papeis passados e carimbados», nem de dinheiro. Não cremos por isso que sacerdote seja aquele que pagou para ter um colarinho sacerdotal e um diploma, mas sim é aquele que em espirito é investido no seu espirito pelo chamamento do Divino para testemunhar ao Divino.

Por isso:

respeitamos inteiramente quem tem doutrina diferente desta, porem a nossa doutrina firma-se neste princípio basilar:

é sacerdote de Deus todo aquele que em espírito sentiu no seu espírito o chamamento do espirito. Daí em diante, está o homem – ou a mulher – ordenado na sua missão sacerdotal, e daí em diante que se deixe – esse homem ou mulher – guiar pelos caminhos do espirito, procurando que os seus mistérios se materializem na obra que forem edificando, e nos caminhos que forem trilhando.

Sobre os processos de ordenação:

ulc-hostia

Há quem se oponha á Igreja Interconfessional argumentando que se praticam ordenações sacerdotais feitas online, tentando assim desvalorizar o acto sacramental do mosteiro. Pois bem, eis que isso respondemos:

as mais reputadas universidades do mundo – como Cambridge, Oxford, etc – já prestam formações académicas online, e o próprio Vaticano também já o faz, assim como diversas universidades católicas. Por isso: se uma coisa é boa para uns, também deve ser boa para outros, e se o Vaticano não se opõem ás formações online nas suas próprias instituições, ( e ate o Papa já tem Facebook e Twitter, assim como  inúmeros padres usam as ferramentas da internet para trabalharem no seu oficio ), pois também dever-se-ia conservar o mesmo peso e a mesma medida para as demais instituições religiosas.

Mais dizemos: os tempos evoluem, as sociedades evoluem, a história prossegue a sua marcha incessante ao longo dos seculos, e se Deus deu ao homem a faculdade de evoluir é porque o próprio Deus se manifesta na Historia do homem ao longo dos tempos, e lhe pede que evolua conforme os seus desígnios. Por isso: se Deus deu o fogo ao homem, foi para que o homem evoluísse do seu estado primitivo para um estado civilizado. O fogo permitiu moldar metais e fazer utensílios para a agricultura e a caça, permitiu ferver a água e melhorar a saúde humana, permitiu aquecer lares e desenvolver sociedades á volta da fogueira, permitiu afastar e proteger contra predadores, permitiu as próprias migrações que levaram o ser humano a espalhar-se pelos quatro cantos do mundo, enfim: o homem usando da ferramenta que Deus lhe deu evolui até aos dias de hoje, e desde então que tem cumprido os planos de desígnios de Deus. Ora: se Deus nos deu neste seculo a ferramenta da internet – conforme deu o fogo aos povos primitivos, e deu os papiros e a escrita aos povos da antiguidade, e deu a imprensa da escrita ao homem do sec XV – pois assim Ele o fez para que usemos dessas ferramentas e com elas evoluíssemos. Quem por isso – e com tanto preconceito – se opõem ao uso das novas tecnologias nas coisas de Deus, então é porque desconhece que é de Deus que provem toda a ferramenta que permite ao homem evoluir nos seus Planos, e nesse caso deveria estar ainda a viver nas cavernas.

Por último: não é o escopo nem o martelo que trabalham o mármore que validam a beleza da arte de uma estatua, mas sim é a mão que empunha o martelo e a inspiração do escultor que cria a estatua.

Pois da mesma forma:

não é o instrumento nem a ferramenta que se usa para se ser sacerdote que valida um sacerdócio, mas sim é a fonte desse sacerdócio, e que é o apelo e a vocação que Deus faz vibrar no coração daquele a quem chamou para os caminhos do espírito.

Quem assim partilha desta noção espiritual, encontrou no mosteiro interconfessional um espaço de fé e liberdade religiosa.

Paz e Luz.

 

Sobre o casamento de sacerdotes no mosteiro interconfessional

ulc-igreja

Quanto ao casamento de sacerdotes, eis um tema que tem sido motivo de centenas e centenas de dissertações e teses teológicas.

Relativamente a este assunto, na igreja Interconfessional não encontramos qualquer oposição que seja observável á luz da leitura da Palavra de Deus. Muito ao contrario, nas escrituras assim está dito:

Se alguém não sabe dirigir bem a sua própria casa, então como poderá dirigir bem a igreja de Deus?

1 Timóteo 3,5

Pois então:

É esta a logica que as epistolas demarcam para aquele que , ( enquanto sacerdote), se propõem governar a casa de Deus – a igreja – ao afirmar que alguém que não sabe governar uma casa, uma família e os seus próprios filhos, então como saberá governar a casa de Deus, a família de Deus , e os filhos de Deus ?

Por isso, eis que nas epistolas também se pode ler:

Cada homem tenha a sua esposa, e a cada mulher o seu marido

1 Coríntios 7,2

Pois assim se sabe: é mandamento e condição natural da humanidade que cada homem tenha a sua mulher – e cada mulher o seu homem – e e isso assim foi inscrito nos Mandamentos do Senhor.

Observe-se: Abraão serviu ao Senhor e tinha a sua mulher e filho; Jacob – ou Israel – serviu a Deus e tinha a sua mulher e 12 filhos; Moisés serviu a Deus e tinha a sua mulher e filhos; Pois então: todos estes foram os mais elevados santos e servos de Deus que edificaram a obra do Senhor, e todos eles consumaram matrimonio e constituíram família, e porem todos eles foram santos nas suas missões espirituais, e em nada o matrimonio se opôs ao seu caminho espiritual.

Por último:

São Paulo na sua primeira epistola assim disse:

Cada um continue a viver na condição em que o Senhor o colocou, tal como vivia quando foi chamado. È o que ordeno em todas as igrejas.(…) cada um permaneça diante de Deus na condição em que se encontrava quando foi chamado

1 Coríntios 7,17-24

Pois então:

Na primeira pistola de são Paulo, assim o santo ordena a toda a igreja: se Deus colocou alguém na condição de casado quando o chamou ao sacerdócio, então que esse permaneça casado, pois que é essa a instrução da Palavra da Escritura, e ela é clara.

Mais assim disse são Paulo sobre o assunto do matrimonio dos sacerdotes:

Faça como quiser. Não peca; (…) Portanto, quem se casa (…) faz bem; e quem não se casa, procede melhor ainda

1 Coríntios 7,36.38

Pois assim sendo:

São Paulo nunca disse que o sacerdote não se casaria, o que são Paulo afirmou – que é coisa bem diferente – foi que «quem casa faz bem, e quem não se casa faz melhor ainda», pois que são Paulo não exigia celibato aos sacerdotes, embora preferisse essa condição para si mesmo.

E por isso:

São Paulo na sua Epistola deixa o assunto entregue á esfera intima da escolha pessoal e da consciência de cada sacerdote.

Em resumo:

Respeitamos todas as doutrinas, e porem na nossa doutrina professamos estes princípios, advogando que não se encontra na Palavra de Deus qualquer impedimento expresso ou Mandamento proibitivo do matrimonio de sacerdotes.

Por isso:

Quem assim partilha desta noção espiritual, encontrou no mosteiro interconfessional um espaço de fé e liberdade religiosa.

Paz e Luz.

ulc-logo2-2

Recomende, partilhe e vote nesta matéria