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O
Sibilismo
A Religião Sibilina
Em
religião, um profeta é uma pessoa quem tem contacto directo com um espírito ou
uma divindade.
O
profeta consulta uma divindade, fazendo-lhe perguntas ou pedidos. As respostas doa
divindade, são dadas atraves dessa mesma pessoa, pela sua boca. Por isso mesmo,
o termo «profeta» etimologicamente advem do Grego: προφήτης
– ou: aquele
que fala em lugar (do deus)
Embora
nas religiões Abraamicas o profeta seja uma pessoa que fala com Deus e através
de qual deus fala á sua criação, a noção de «profeta» não é um exclusivo das
culturas hebraicas, e é alias bem mais
antiga e vasta que a acepção das teologias monoteístas.
Os
profetas já existiam nas religiões Helénico -Românicas, nos Oráculos Délficos,
nos templos da Grécia Antiga, na religião Persa, as Sibilas, etc.
As
sibilas existiram em diversas culturas: persa, libanesa, hebraica, délfica,
etrusca, etc.
As
sibilas era mulheres que na antiguidades prediziam o futuro por meio de oráculos.
Um
oráculo é uma resposta dada por uma divindade a quem a consulta.
As
sibilas consultavam divindades, ( espíritos), recebendo deles mensagens sobre o
passado, presente e futuro, e eram por isso profetisas.
Na
Pérsia existiu uma profetisa chamada Sibilina
Babilónica, e ela profetizou os feitos de Alexandre O Grande.
Na
Líbia, havia uma Sibila de Amon, que
num templo de Amon, ( Zeus), que aconselhou Alexandre O Grande aquando da sua
conquista do Egipto.
No
templo de Apolo, em Delfos, também existia uma Sibila de grande poder,
procurada por pessoas de todo o mundo.
Em
Roma, existiu também uma Sibila Etrusca,
que foi consultada por César. Existiu também um Livro Sibilino, um conjunto de
oráculos provindos da Sibila de Cumas,
compilado pelo Rei Tarquinio 534 a.C. - 509 a.C..
A
sibila de Cumas era natural da jónia, ( Turquia), e o seu dom profético
revelou-se desde o seu nascimento. A sibila de Cumas profetizava as suas
revelações em versos.
A ela
estão ligadas profecias de inestimável valor e surpreendente veracidade, sobre
a grande mudança que sofreu o império romano, assim como sobre o nascimento de
Jesus e o Cristianismo.
As
sibilas praticavam as artes da adivinhação através do contacto com espíritos, fazendo-a
através de diversos métodos. Alguns deles ainda hoje são conhecidos:
piromancia, necromancia, leituras de pêndulos e varas, incorporação, etc.
As sibilas na cultura
greco-romana eram consideradas como profetisas inspiradas por Apolo.
Na antiguidade, o dom da
«adivinhação» era visto como uma capacidade divina, que alguns possuíam. Essas
pessoas que tinham o «dom» de contactar com os espíritos, usavam diversos
rituais como forma de invocar as divindades e também de receber delas as
respostas ás suas questões. A «mancia», é o termo Grego que exprime a
capacidade de prever o futuro com recurso á comunicação com o mundo espiritual.
A objectivo da «mancia», é por isso obter conhecimento sobre a vontade do mundo
espiritual relativamente ao ser humano, de forma a poder auxilia-lo e ajuda-lo.
As Sibilas , ( também
conhecidas por Pitias ou Pitonisas), consultavam Apolo usando métodos de
incorporação, e o seu templo principal situava-se em Delfos,; Afrodite era
consultada pelas suas profetizas na ilha de Chipre, onde se situava o templo de
Pafos, através de meios necromânticos, usando as entranhas e os fígados de
vitimas sacrificiais; A Deusa Atena era
consultada atraves de um oráculo de ossos e conchas; O deus Asclépio, (
responsável por lendárias curas inexplicáveis milagres no campo da saúde),
possuía o seu Templo em Tebas, e era consultado por incubação, ou seja, atraves
dos sonhos;
Na Idade media, a Sibila de
Cuma foi considerada a profeta da vinda
de Cristo ao mundo. Na capela Sistina, Miguel Ângelo pintou a Sibila de Cuma
entre os profetas do Antigo Testamento.
Diz-se
que os livros Sibilinos, (9 livros proféticos escritos pela Sibila de Cuma),
contem revelações espantosas, (inclusive sobre o nascimento de Jesus quase 5
séculos antes deste ocorrer), e que, estando religiosamente guardados no Templo
de júpiter, eram consultados pelos monarcas em ocasiões especiais que assim o
exigissem.
Diz a
Historia que os 9 livros foram destruídos, ( 6 deles pela própria Sibila de
Cuma, e os restantes 3 no Sec V d.C.), e contudo alguns místicos alegam possuir
o saber profético inscrito nesses livros. A esse movimento religioso chama-se
«Sibilismo», ou seja: a crença nas Sibilas que produzem oráculos ou profecias
através do contacto com divindades; o termo «sibilismo» também se aplica á
doutrina religiosa dos cristãos que vêem nos livros sibilinos as profecias
relativas á vida de Jesus.
No
entanto, o Sibilismo é na verdade um termo cuja a amplitude transcende o
cristianismo na sua etiologia e ontologia tanto histórica como teológica. O
Sibilismo no seu sentido mais profundo, é uma crença religiosa que professa a
sua fé nas profetisas que, contactando com divindades ou espíritos, profetizam
oráculos reveladores e infalíveis, abençoando ou condenando em nome da entidade
espiritual com que comunicaram.

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