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A astrologia.

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Astrologia: Oráculo é uma resposta dada por um deus ou espírito a uma questão que lhe é colocada. A resposta de um oráculo traduz-se em revelações sobre o que vai suceder de forma a que um fim seja atingido, e a essas dá-se o nome de profecia. Uma religião é um conjunto de preceitos ou práticas por via das quais se comunica com um deus, seres celestes ou divindades. A astrologia, é um meio de produzir oráculos. Segundo a religião sibilina e de acordo com as tradições babilónicas e hebraicas, a astrologia é um processo de astromancia, ou seja: uma forma de ler nos corpos celestes a manifestação de entidades espirituais ou forças celestes.

 

A astrologia não dita futuros, antes ela revela as influências astrológicas e as forças espirituais que estão presentes nas nossas vidas

e que tendem a fazer com que a nossa existência assumam certos rumos.

 

No entanto, a todos nós foi concebido livre arbítrio, ou liberdade de escolha. Pois assim está escrito:

 

Não digas:

«Foi por culpa do senhor (….)»

Desde o principio, Deus criou o homem e entregou-o ao poder das suas próprias decisões(….)

Ele pos-te diante do fogo e da água, e poderás estender a tua mão para aquilo que quiseres

Ecl 15;11-16

 

 

Se é verdade que somos influenciados por tendências, por eventos, por estados psicológicos, etc.;

no entanto, também é verdade que perante tais tendências, somos livres de optar pelos caminhos que desejamos percorrer,

fazendo de uma situação favorável uma derrota, ou transformando uma situação desfavorável uma vitoria.

E tanto assim é, que tambem está escrito:

 

Na desgraça o homem pode encontrar salvação,

enquanto que na fortuna pode provocar a ruína

Ecl 20;9

 

 

A astrologia é um meio de analisar essa esfera de influências celestes e forças espirituais que actuam sobre as nossas vidas,

e de em conformidade com essas realidades espirituais,

desvendar os bons caminhos que devemos seguir de forma a alcançar as nossas metas

e ter paz, harmonia e felicidade na nossa vida.

 

A astrologia ao debruçar-se sobre o mundo das influencias celestiais que actuam sobre as nossas vidas

e que geram as tendências que regem a nossa existência,

pode-nos facultar um mapa que nos permite fazer o trajecto da nossa vida pelos melhores caminhos,

evitando acidentes, infortúnios, revezes, contratempos, angustia, perdas e dor,

ao passo que revelando os rumos que conduzem á felicidade.

 

Os astros podem representar as forças espirituais que regulam e influenciam este mundo, sendo que por eles Deus pode falar á sua criação. Disso mesmo podemos encontrar prova nas escrituras. Assim está escrito:

 

Alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram:

«Onde esta o rei dos Judeus recém nascido?

Nos vimos a sua estrela no Oriente e viemos para Lhe prestar homenagem»

Mateus 2,1-2

 

Pois foi através de um astro, que Deus revelou a vinda do Seu Filho,

( ou de um grande profeta, como queiramos entender de acordo com a nossa fé), ao mundo.

Foi estudando esse astro e a sua significação espiritual oculta, que os magos souberam ler a boa nova inscrita nos céus.

 

 

Astrologia ocidental

 

A astrologia ocidental é realizada através de cálculos de natureza astronómica, ( com recurso a tabelas de efemérides astronómicas),

e a sua pratica é fundamentalmente baseada no “mapa astral” ,

que é equacionado a partir do momento em que uma pessoa nasce ou um certo evento ocorre;

 

esta prática astrológica fundamenta-se na existência de 12 signos e 10 influencias celestes essenciais,

e é tecnicamente sustentada nos conhecimentos e princípios astronómicos ocidentais.

Segundo esta técnica astrológica, o posicionamento cientifico - astronómico dos corpos celestes

é fonte de influencia sobre pessoas e eventos.

A Astrologia ocidental centra-se fundamentalmente na astrologia natal, ou seja: no Mapa Natal de uma pessoa, ou o Mapa de Nascimento, aquilo a que comummente se chama: Horóscopo, ou Carta Astrológica.

O mapa natal descreve o posicionamento dos astros no momento do nascimento de uma pessoa, e dessa forma consegue determinar o mapa de influências celestiais que actuaram, ( e irão actuar para sempre), sobre essa mesma pessoa quando ela tomou contacto com o mundo pela primeira vez.

Nesse mapa é definido o «signo solar» e o «ascendente» de uma pessoa , ou seja:

O signo solar:

é aquilo a comummente chamamos «o signo de uma pessoa», e corresponde á posição do Sol no momento do nascimento dessa pessoa. Para realizar o cálculo do signo solar, necessitamos da data de nascimento de uma pessoa. Por esse meio, é verificada a influência do astro que fundamentalmente irá reger a existência dessa pessoa

O ascendente:

é calculado com base na hora em que uma pessoa nasceu. Um dia tem 24 horas, ou seja: 1440 minutos. E num determinado dia, uma pessoa pode nascer em qualquer uma dessas horas e minutos, o que faz com que seja muito difícil que 2 pessoas tenham nascido na mesma data, e exactamente na mesma hora e mesmos minutos.

O signo que esta a nascer no horizonte Leste na hora em que uma pessoa esta também nascendo, é o signo ascendente dessa mesma pessoa. Esse «signo ascendente» traduz a outra influência celestial que ira influenciar a vida dessa pessoa. Na verdade, esse signo revela as condições de nascimento de uma pessoa, assim como influenciará o seu comportamento externo para o resto da vida. A forma como alguém reage ás circunstancias e o meio que a rodeia, é revelada no seu ascendente.

 

 




 

A astrologia numerológica Kabalística.

 

 

A astrologia kabalista, é um processo místico de origem hebraica ,

por via do qual as esferas de influencia astrológica, ( os astros e os signos),

são representados nas «Sephirot», ou as esferas espirituais da arvore de vida.

 

Cada uma dessas esferas representa as diferentes forças espirituais que actuam sobre o nosso mundo

e assim que geram influencias e tendências sobre as nossas vidas.

 

Cada uma dessas esferas é uma emanação de Deus,

e muitas culturas as viram de formas diferentes: como deuses, como anjos, etc.

 

A astrologia kabalista funciona através de processos de calculo matemático-numerologico,

( aquilo que no ocidente se chama numerologia, e que nas ciências hebraicas se denomina de Gematria),

por via dos quais, analisando a data de nascimento de uma pessoa,

( assim como outros elementos como: o nome, a hora e local de nascimento de uma pessoa),

se conseguem determinar tanto as forças celestiais que marcaram o nascimento de uma pessoa,

assim como sob que esferas de influencia espiritual é que alguém se encontra a determinado momento.

 

Para calcular o signo solar e o ascendente zodiacal no Horóscopo de uma pessoa,

alguns dos astrólogos de influencia Kabalista usam os processos da astrologia ocidental.

Acreditam esses que no momento em que tomamos contacto pela primeira vez com o mundo,

sejamos profundamente influenciados pelas energias e forças cósmicas que nos rodeiam.

 

No entanto, para calcular as forças espirituais que estão actuando na nossa vida a dado momento,

( num determinado ano, num certo mês, ou num certo dia ou determinada hora),

muitos dos astrólogos da escola numerológico – kabalista usam um processo numerológico.

 

Fazem-no, pois acreditam que o conjunto das forças espirituais que existem,

assim como a forma como essas influências espirituais actuam nas nossas vidas,

transcende os limites da astrologia ocidental.

 

Acreditam por isso algumas escolas de pensamento da astrologia Kabalista,

na mais clássica teosofia hebraica, assim como na sua definição de forças espirituais.

 

Professam essas escolas de pensamento, que todas as forças espirituais que actuam sobre nós emanam de Deus,

e são manifestações de Deus.

 

E como tal, as suas Leis e dinâmicas obedecem aos princípios da Kabalah hebraica,

e logo o entendimento sobre a forma como elas estão presentes e regem as nossas vidas

apenas pode ser revelado por essa ciência hebraica e o seu cálculo numerológico.

 

 

 

A astrologia Oriental:

 

A astrologia ou a astromancia, é classicamente entendida como um processo oculto segundo o qual é possível ler o futuro nos astros.

 

A astrologia teve o seu berço no médio oriente, através dos magos e sacerdotes Persas,

que usavam esta ciência oculta para prever o futuro e avisar quando era boa altura para realizar certos actos,

( um casamento, uma sementeira, um divorcio, uma guerra, um negocio, uma conquista, etc),

ou quando era altura de evita-los.

 

A astrologia é contudo uma ciência oculta universal, que existiu em culturas que nem sequer se cruzaram,

e que contudo chegaram ao mesmo tipo de conclusões sobre a influência dos astros nas nossas vidas:

na civilização Azeteca, a astrologia era também praticada com os mesmos fundamentos que regiam a civilização Persa.

 

A astrologia defende que o momento em que uma pessoa foi concebida influencia para sempre essa mesma pessoa,

uma vez que as forças celestiais que actuaram sobre ela nesse preciso momento ficarão gravadas na sua essência

e serão por isso determinantes no resto sua vida.

 

Ao mesmo tempo, a astrologia também defende que as forças celestiais estão constantemente

exercendo influencias sobre as pessoas, sendo que a combinação entre as características de uma pessoa,

com o tipo de forças que estão sendo exercidas sobre ela, vão ditar a forma como os eventos se poderão

suceder na vida dessa mesma com um elevado grau de probabilidade.

 

Muitos astrólogos alertam que a astrologia não faz imperar destinos, mas antes lança avisos sobre o que esta para suceder

ou sobre os problemas que sucederam, de forma a que as pessoas possam ultrapassar um problema de forma eficiente.

A astrologia não é por isso um meio para revelar verdades absolutas e fatalistas,

mas antes faculta uma espécie de mapa que cada um pode usar de forma a chegar onde deseja pelos caminhos mais fáceis e céleres,

evitando obstáculos e maus caminhos.

 

 

A astrologia segundo a Cabala:

 

Os astrólogos que exercem astrologia através das técnicas de cabala, ( ou astrologia cabalística),

defendem que Deus manifestou-se junto do homem através de duas formas:

pelo próprio homem, e pela natureza.

 

Tais astrólogos defendem que junto do homem, Deus revelou-se ao através das escrituras e dos seus profetas;

Contudo, pela natureza, Deus manifesta a sua vontade através da sua criação, ( a mesma natureza),

essencialmente por via do seu expoente celestial: os astros.

 

Na bíblia Deus é chamado de «senhor dos espíritos»,

mas também de «senhor dos exércitos dos céus».

 

Ora, o «exércitos dos céus» é um conceito interpretável de duas formas:

 

 

 

*      por um lado «exércitos do céus» são os espíritos celestiais que habitam no mundo dos espíritos;

 

*      ao passo que por outro a expressão «exercito dos céus» representa as constelações estelares que habitam os céus e que deus governa, ou seja: os astros.

 

Pois assim está escrito:

 

Naquele dia ele julgará no céu o exercito do céu, e na terra os reis da terra

 

Isaías 24,21

 

Vi Deus sentado no seu trono, e todo o exército de Céu estava de pé á direita e á esquerda de Deus

1 Reis 22,19-21

 

Manasses (…) prostrou-se diante de todo o exercito dos céus e adorou-o

 

2 Reis 21, 1-6

 

«Exercito dos céus» é uma expressão ora usada ora para designar os anjos ou seres celestiais que habitam junto de Deus,

( como vemos tanto no livro de Isaías, como no I Livro de Reis),

ao passo que também é usada para referir os astros, tal como podemos observar no II Livro de Reis a propósito de Manassés.

 

Os astros e as forças celestiais que emanam de Deus são os sentidos nos quais esta expressão é usada nas sagradas escrituras,

sendo que a única coisa que diverge na sua avaliação positiva ou negativa,

é a forma como encaramos estas forças:

não as devemos idolatrar, mas apenas considerar como emanações provenientes de Deus.

 

Assim, entende-se que os astros ,( e assim os signos do Zodíaco), podem ser formas de manifestação

desses seres ou forças celestiais, por via dos quais esse seres ou energias exercem influencia nas nossas vidas.

 

Aparentemente a Bíblia encerra uma forte contradição entre os astrólogos do oriente e os profetas de Deus.

No entanto, a contradição não diz respeito ás ciências místicas que estão em causa,

( a astrologia do oriente ou a Cabala Hebraica),

mas antes uma questão do ângulo teológico através do qual se observam essas ciências, ou seja:

 

O que os hebreus contestavam, é que os astros fossem adorados per se, ou seja por si mesmos

e como se eles mesmos fossem alguma espécie de deuses que governassem este mundo;

ao contrario, o que os teólogos hebreus defendiam, é que os astros fossem estudados

enquanto emanações da criação divina, assim como enquanto meios de manifestação e influencia neste mundo terreno

dos seres celestiais de Deus.

 

Segundo a primeira interpretação caía-se numa idolatria dos corpos celestes ,

( que obviamente são apenas sois, planetas e luas, longe de se configurarem como seres divinos,

mas antes sendo objectos da criação, tal como é uma pedra ou uma arvore),

enquanto que segundo a outra interpretação, estava-se estudando a forma como Deus e os seus seres celestes actuam

neste nosso mundo físico, ou seja: fazendo-o por vezes através dos corpos celestes,

tal como o fizeram pela natureza ao longo da historia, como por exemplo, quando as pragas de gafanhotos atingiram o Egipto,

ou quando um vulcão exterminou uma cidade, (Sodoma e Gomorra), ou quando o mar engoliu a terra,

ou quando pelo fogo Deus se manifestou a moisés.

Os teologos Hebreus defendiam que não era por Deus se ter manifestado dessa forma através desses elementos da natureza,

( pragas de gafanhotos, vulcões, mares ou fogo), que se devia adorar nem os gafanhotos, nem um vulcão,

nem o mar, nem o fogo. Essas são formas pelas quais Deus e os espíritos se manifestam junto de nós e assim nos influenciam,

e por isso, não se devem adorar os meios pelos quais os espíritos divinos se manifestam junto de nós,

mas sim os espíritos divinos.

 

È com essa perspectiva que os astrólogos cabalísticos observam os céus e praticam astrologia:

olhando os céus não como que se os astros por si mesmos possam influenciar as nossas vidas,

( pois esses não passam de planetas, luas e sois astronomicamente reconhecidos),

mas sim como meios através dos quais Deus e os espíritos divinos revelam como se vão manifestar em nos,

da mesma forma como o revelaram pelas escrituras.

 

Por isso assim os praticantes da astrologia fundamentada na calabah, acreditam que pelas escrituras e pelos astros,

é possível aceder ás leis de Deus e ás leis do mundo espiritual,

e á forma como essas tem implicações no nosso mundo terreno e nas nossas vidas.

 

Na verdade, as 10 esferas da «Arvora da vida», traduzem cada uma delas

as mesmas forças e influencias representadas na astrologia ocidental pelos signos zodiacais e corpos celestes.

 

Assim, cada uma dessas esferas representa uma das emanações de Deus na criação,

cada uma das esferas representa cada uma das forças espirituais que regulam e influenciam

a nossas existência.

 

Aquilo que os astrólogos acidentais traduzem em signos zodiacais,

( cada signo representa cada tipo de força e influencia celestial que opera sobre as nossas vidas,)

a astrologia kabalista e as técnicas astrológicas orientais de natureza hebraica

traduziram no conceito de «sephirot».

 

Eis uma relação entre os corpos celestes presentes no Zodíaco da astrologia ocidental,

(bem como os respectivos signos do zodíaco que regem),

e as 10 esferas constituintes da «Arvore da Vida» kabalista:

 

sol

tiphereth

Leão

lua

yesod

Caranguejo

mercurio

hod

Gémeos, Virgem

Marte

Gevurah

Carneiro

Vénus

netzah

Touro, Balança

Júpiter

hesed

Sagitário

Saturno

binah

Capricórnio

Plutão

daath

Escorpião

Urano

hokmah

Aquário

Neptuno

kether

Peixes

 

 

 

 

Rejeição rabínica da astrologia:

Quem prossegue a linha ortodoxa do Judaísmo, não aceita a astrologia, pois assim esta escrito em Deuteronómio

«Ele [Deus e o seu mandamento] não esta no céu».

Dt 30:12

Assim esta pois escrito no Midrash Deuteronómio Rabbah (8:6) :

« A Tora nao se coaduna com a arte que estuda os céus»

O Talmud Babilónico parece sugerir que os Hebreus não consultem um astrólogo.

Outra passagem do TB - Pesachim 113b – afirma claramente que os Judeus nao devem consultar astrólogos.

Assim também está escrito em Deuteronómio:

«Tu pertenceras inteiramente a Deus. As nações que vais conquistar ouvem astrólogos e adivinhos»

Dt 18:13

Pois assim se afirma que a astrologia não será consultada pelo povo de Israel.

 

Aceitação rabinica da astrologia:

 

Parte da religião hebraica aceita que os astros possam influenciar os destinos das pessoas ou das nações,

(uma vez que eles são apenas manifestação do reino de Deus ou de Deus),

no entanto afirmam que a aliança estabelecida entre Abraão e deus elevou os filhos de Deus acima desse determinismo celeste

e lhes concedeu livre arbítrio.

 

Uma passagem de Tosefta (Kiddushin 5:17) afirma que a bênção prometida a Abraão

era o dom da Astrologia.

O Midrash, ( Ec. Rabbah 7:23 no. 1),a certa altura confirma que Salomão

dominava as ciências da astrologia.

De acordo como o Talmud,( BT Avodah Zarah 5a),não só Deus revelou a Adão o conhecimento sobre todas as gerações vindouras da humanidade, ( um conhecimento divinatório que por alguns foi relacionado com a astrologia), como Abraão possuiu conhecimentos sobre os destinos de todos os homens, e por isso todos os lideres e reis do mundo o procuraram pedindo pelos seus serviços adivinhatórios ou astrológicos. Esta versão rabínica, leva a pensar que o patriarca Abraão era um astrólogo que foi contactado pelo Deus HYHV.

 

A aceitação rabínica parcial da astrologia:

 

Contudo, ao contrário das mitologias que conduzem á aceitação da astrologia devido ao patriarca Abraão, há também tradições que afirmam que Abraão previu através das suas adivinhações que não teria um segundo filho, ao que Deus lhe respondeu:

« Afasta-te da tua astrologia, pois para Israel não há planetas nem constelações que ditem a sorte!»

Pois o nascimento de um segundo filho do patriarca Abraão para alguns dá a ideia de que a astrologia é invalida, ao passo que a outros dá a ideia de que a astrologia é apenas inconsequente face á vontade de Deus quando Ele assim o quer, mas que no restante das situações é valida -TB Shabbat 156ª -

Enquanto que certas fontes afirmam que Abraão foi um astrólogo, o Midrash Génesis Rabbah afirma claramente que Abraão não era um astrólogo, mas antes um profeta - Génesis Rabbah x liv. 12 -

 

A astrologia segundo a Cabalah

 

 

 

Segundo a astrologia na perspectiva dos cabalistas, os astros são formas de manifestação,

ou de deus e da vontade divina,

ou da natureza e das suas energias, ou das forças espirituais e das suas leis,

no nosso mundo terreno e nas nossas vidas.

 

Assim está escrito:

 

Deus disse:« Que existam luzeiros no firmamento do céu,

para separar o dia da noite e para marcar festas, dias e anos;

e sirvam os luzeiros no firmamento do céu para iluminar a terra»

Génesis 1, 14-15

 

Assim interpretam os seguidores da Astrologia Kabalista, que Deus criou os astros com duas funções declaradas:

 

I

uma função natural: que é aquela que a astronomia estuda e que

nos revela os calendários segundos os quais a nossa vida é regida;

II

uma função espiritual: que é aquela que a astrologia kabalista estuda,

e por via da qual a Luz e força que emana de Deus

ilumina a terra e as nossas vidas, guiando-nos através das trevas .

 

Assim sendo, pelos astros a astrologia defende que é possível obter revelações sobre o passado,

o presente e o futuro, uma vez que deus ou o mundo espiritual se manifestam neste mundo terreno

através dos seus elementos celestiais.

 

Acredita assim a astrologia que o criador, ( deus),

comunica e assim se manifesta junto da sua criatura, (o homem),

através da sua criação, ou seja: a natureza no seu esplendor magnânime do cosmos.

 

Segundo a kabalah, ( a ancestral ciência oculta hebraica), as leis do mundo espiritual foram reveladas por deus a Moisés

e aos seus iniciados através das sagradas escrituras, sendo que para obter revelações sobre tais leis e verdades

se utiliza a Gematria ou a numerologia.

 

A Gematria, ( ou a numerologia), segundo a Kabalah, constitui assim uma ciência mística

através da qual é possível extrair das escrituras verdades ocultas que deus revelou apenas a alguns iniciados.

 

A kabalah acredita também que a Gematria, ( numerologia), é também um processo oculto ensinado por deus ao homem

e que, permite obter conhecimento sobre as leis do mundo espiritual, assim como obter através

desse revelações sobre o nosso mundo e as nossas vidas..

 

A astrologia realizada através do processo numerológico, (numerologia), é um processo através do qual se procura

conhecer as verdades sobre as leis do mundo espiritual, assim como das suas implicações nas nossas vidas,

combinando a numerologia e a astrologia.

 

A combinação entre astrologia e numerologia parece inovadora mas não é, pois na verdade essa correspondência é milenar

e podemos encontrar exemplo dela nas sagradas escrituras.

 

Foi através de um astro (a estrela de Belém), que deus manifestou o nascimento de Jesus neste mundo, mas foi contudo através das profecias das escrituras que deus revelou a vinda de Jesus a este mundo.

 

Os textos sagrados revelam assim através deste exemplo, que em combinação, as escrituras e a astrologia revelam verdades ocultas sobre o passado, presente e futuro de uma forma inigualável.

 

Na astrologia – numerológica, a data de nascimento de uma pessoa é processada e resulta em números.

Esses números correspondem e traduzem as forças e essências celestiais que estiveram presentes no momento

de concepção e nascimento dessa pessoa e que irão influenciar essa mesma pessoa para toda a sua vida.

 

Neste tipo de processo, as energias e forças astrais que marcam uma pessoa desde o dia do seu nascimento ate ao

dia da sua morte, ( e que a astrologia traduz através dos «signos»), são traduzidas e simbolizadas

não por «signos» mas sim por «números», de acordo com a ancestral tradição hebraica da kabalah e Gematria .

 

O processo de cálculos é complicado, mas na sua essência corresponde exactamente á astrologia.

 

Os números são a forma como a numerologia Kabalística e a Gematria simbolizam as forças, energias e entidades celestiais.

Usam-se os números e cálculos numerológicos para entender e usar a nosso favor as leis do mundo espiritual ,

da mesma forma que os números são também usados nas ciências,

( por exemplo: na matemática ou na física quântica), para entender e usar a nosso favor as leis do mundo físico.

 

Toda a ciência oculta possui uma linguagem simbológica através

da qual representa as forças e essências celestiais.

 

A astrologia utiliza uma linguagem esotérica na qual usa os «signos» para representar essas

forças espirituais e celestiais que actuam sobre o Homem.

 

Na numerologia, essas forças espirituais traduzem-se em «números», que por sua vez tem uma

correspondência directa com os «signos» astrológicos e vice versa.

 

São processos distintos, pois a astrologia tem origem em culturas orientais que assim desenvolveram essa

ciência oculta, ao passo que a numerologia Kabalística nasceu na cultura hebraica que abordou o estudo das realidades

celestes de uma forma intimamente ligada ás sagradas escrituras.

 

No entanto, ambas as ciências ocultas correspondem exactamente ao mesmo objecto de estudo, e as suas técnicas

estão perfeitamente interrelacionadas.

 

Da combinação entre os saberes da ancestral astrologia oriental, e dos mistérios da milenar e oculta kabalah hebraica,

( numerologia), advêm o mais poderoso instrumento de leitura das nossas vidas.

 

 

Abaixo pode-se verificar a correlatividade entre a astrologia e a Kabalah,

consultando o esquema da astrológico

na sua correspondência mais elementar com as «Sephirot»

da «Arvore da Vida» cabalista.

 

 


Veja também:

 

Profetas e milagres

Profecias na historia da humanidade

Como realizar Magia Branca e Magia Negra

Origem da Kabalah

Teomancia, Gematria

Astrologia

Astrologia babilónica

Signos, Zodíaco

 



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